sexta-feira, 30 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Entrevista com um dos fundadores da ALIANÇA
Osmar de Lima Carneiro, nascido em Brejo dos Santos-PB, no dia 02/10/1940, casado com Adoniran de Sousa Carneiro, pai de quatro filhos e avô de três netos. Presbítero da Igreja Congregacional no Bessa (João Pessoa/PB), partícipe do Ministério de Os Gideões Internacionais e Advogado.
Aliança Congregacional Dr. Osmar, o irmão é um dos fundadores da ALIANÇA, portanto, uma testemunha ocular de nossa história. Em poucas palavras, fale sobre isso.
Aliança Congregacional Dr. Osmar, o irmão é um dos fundadores da ALIANÇA, portanto, uma testemunha ocular de nossa história. Em poucas palavras, fale sobre isso.
Pb. Osmar: À época, presidia a Mocidade da Igreja Evangélica Congregacional de João Pessoa e a Federação da Mocidade Evangélica Congregacional do Nordeste Setentrional (Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará). A minha igreja vivia momentos lindos, experimentando um poderoso Avivamento Espiritual. O povo orava, contribuía, cantava e testemunhava de Jesus com altivez, alegria, poder e desprendimento. O Pastor Jônatas Ferreira Catão era o grande timoneiro deste momento histórico. Mas esse comportamento da igreja desagradava às lideranças da denominação (A União estava sob a presidência de um paraibano, o Reverendo Inácio Cavalcanti Ribeiro – da 3ª Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande). Em junho de 1967, as Federações de Mocidade e do Departamento Feminino realizaram um Congresso em Patos, com muitas bênçãos: mais de uma centena de congressistas, conversão de almas, dezenas de irmãos sendo batizados com o Espírito Santo e muitos outros sendo renovados. O Congresso, com a sua repercussão, tatuou a cidade de Patos, com as marcas da atuação do Espírito Santo de Deus. Foi uma apoteose. Esse marco precipitou a iminente realização de um Concílio Geral Extraordinário da denominação na cidade de Feira de Santana/Ba, nos dias 20 e 21 de julho de 1967. A nossa igreja e mais seis outras igrejas da região foram eliminadas do rol associativo da União (Igreja Evangélica Congregacional de João Pessoa, Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande, Igreja Evangélica Congregacional de Patos, Igreja Evangélica Congregacional de Tejipió, Igreja Evangélica Congregacional de Casa Amarela, Igreja Evangélica Congregacional do Pina e II Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande) e o grupo expulso, logo após a reunião anética e impiedosa de Feira de Santana, planejou a organização da ALIANÇA, sonho que se tornou realidade no dia 14 de agosto do mesmo ano, numa segunda-feira, em Campina Grande, tendo já a sua primeira diretoria:
Presidente: Raul de Souza Costa (Campina Grande)
1º Vice-presidente: Jônatas Ferreira Catão (João Pessoa)
2º Vice-Presidente: Geraldo Batista dos Santos (Pirauá)
1º Secretário: Euclides Cavalcanti Ribeiro (Campina Grande)
2º Secretário: Euclides Gomes da Costa (Campina Grande)
1º Tesoureiro: Osmar de Lima Carneiro (João Pessoa)
2º Tesoureiro: Caetano Antônio da Silva (Caruaru)
Nesta mesma Assembléia memorável decidiu-se pela criação do Departamento de Mocidade (eleito e empossado Presidente: Osmar de Lima Carneiro) e Departamento Feminino (eleita e empossada Presidente: Missionária Augusta Lins) e pela instalação na mesma semana (sábado, 19 de agosto) da Igreja Evangélica Congregacional Vale da Bênção em Caruaru. O primeiro fruto da Aliança continua alimentando corações e crescendo para a Glória de Deus. Aleluia!
A.C. Como o senhor vê o atual momento da nossa Denominação.
Pb. Osmar: Estou muito feliz enquanto diviso os dois mais expressivos grupos congregacionais brasileiros (ALIANÇA e UNIÃO), trabalhando com afinco e com acerto e hoje sem muita discrepância sobre a atuação do Espírito Santo na vida da igreja. Não temos muita expressividade numérica na estatística do evangelismo pátrio, entretanto, nos lugares que estamos fincados, estamos brilhando. As nossas igrejas, por conta das lutas que sempre empreenderam na busca de uma vida santa e no acerto dos seus princípios doutrinários, estão sendo menos afetadas com a onda de modernismo e ecumenismo e da grande inovação gospel. Ainda contamos com a confiança da comunidade de um modo geral. Hoje, as esperanças são renovadas, temos uma boa e sadia liderança, com boa qualidade, e como a casa está preparada, podemos sonhar com a retomada de um crescimento constante e duradouro.
A.C. – Em relação ao espaço ocupado pelo Congregacionalismo em solo pátrio, o senhor faz qual leitura?
Pb. Osmar: Tem muita gente preocupada com a quantidade, com os grandes gráficos estatísticos. Na Paraíba, em Pernambuco e no Rio de Janeiro, por exemplo, temos uma boa passagem e somos valorizados. Já fomos menores, iremos crescer mais!
Outros naipes evangélicos poderão crescer mais, todavia, estão crescendo sem qualidade, vendendo por moedas rotas os seus frontões para afixação de qualquer legenda e a sua qualidade doutrinária e de culto deixa muito a desejar e ficam quilômetros de distância, atrás de nós, os congregacionais.
A.C. Completamos no dia 10 de agosto deste ano 39 anos de história. Essa história está deixando marcas no evangelismo brasileiro?
Pb. Osmar – Éramos sete! Hoje temos mais de uma centena de igrejas anunciando o evangelho com poder e graça e quantas vidas transformadas! No dia 14 de agosto e não no dia 10, como foi formulada a pergunta, estaremos completando 39 anos de bênçãos, de vitórias. A ordem do Senhor Jesus foi: “IDE E PREGAI”. Nesta ordem não encontramos a expressão, cresçam logo e muito, mas, IDE!
As marcas. Em Campina Grande, somos maioria; em Caruaru, sobrepujamos os outros grupos evangélicos; em Santa Cruz do Capibaribe fazemos a diferença; em Guarabira, idem. Em João Pessoa somos expressivos e carregados de bons conceitos. Teremos, apenas, de deixar de largo o pessimismo e avançar para o alvo que nos está proposto.
A.C. Essa poderosa influência do neo-pentecostalismo, que tem influenciado de certa forma nossa liturgia, tem trazido benefícios ou malefícios para as Igrejas Congregacionais?
Pb. Osmar: A igreja que permitir seja acometida de invasão sofrerá horrores; quando usamos algumas das coisas boas do neo-pentecostalismo (o fervor da oração, a tenacidade na pregação da Palavra e a alegria nos cânticos) só recebemos benefícios. Mas quando aceitamos tudo que surge na porta da frente só com o intuito de cair na onda ou de crescer porque os outros fazem isto e crescem, o prejuízo chega e contabilizamos perdas físicas, qualitativas, conceituais e espirituais.
Mas uma igreja pode ser viva, alegre, laboriosa e espiritual, sem que importe todos os hábitos e costumes de algumas igrejas neo-pentecostais.
A.C. Faça as suas considerações finais e traga uma palavra para o leitor do Jornal ALIANÇA CONGREGACIONAL.
Pb. Osmar: As nossas igrejas, todas, precisam envolver-se plenamente com o trabalho denominacional, ajudando-se mutuamente, procedendo com intercâmbios, sem esquecer da sua visão missionária. Temos o melhor governo, uma sã e confiável doutrina, um grupo de igrejas destemidas, arrojadas, fortes e, sobretudo, a orientação e a promessa do nosso grande Deus em nos abençoar. Não podemos perder o foco da importância da presença e operação do Espírito Santo na vida da igreja local e da denominação, pugnando pela realização plena da missão da
Igreja aqui na terra:
- Pregar o Evangelho a toda criatura – Mt 28:19-20; I Pe 2:9-10.
- Manter o princípio da santidade e da justiça diante do mundo – Ef 5:25-27; Mt 5:13-16.
- Ser zeloso de boas obras – Tito 2:14; Gl 6:10; Mt 5:16; 44,45.
fonte: Aliança das Igejas Congrgacionais do Brasil
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